A ingestão sistemática em excesso de flúor presente, simultaneamente, nos produtos de higiene bucal, na água — tanto de fontes naturais, quanto de abastecimento — e em alimentos, durante a fase de formação dos dentes definitivos, ou seja, de 0 a seis anos, tem provocado uma alta incidência de intoxicação em crianças, mais conhecida como fluorose.
Como as crianças ainda não sabem controlar a deglutição e nem cuspir adequadamente, acabam ingerindo quantidade acima daquela segura para seu peso através da pasta de dentes e de outros dentifrícios. “Essa quantidade presente na água fluoretada associada à outros produtos e alimentos, representa o risco de, nos próximos dez anos, a fluorose tornar-se uma questão de saúde pública”, explica a odontopediatra Márcia Amar. A ingestão normal de flúor fica entre 0,05 e 0,07 mgF, por Kg de peso corpóreo ao dia.
A fluorose se manifesta na dentição definitiva principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas.
Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental. Isso porque, nesses casos, o dente tornou-se mais fácil de desgastar.
A recomendação é pelo uso de dentifrícios sem Flúor específicos para bebês que vem e no caso de crianças pequenas entre 3 a 6 anos, dentifrícios com menor quantidade de Flúor.