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  • Quando a experiência é vencida pela intuição

    Será que a tão decantada intuição materna supera o conhecimento altamente especializado de médicos e enfermeiros?
    Pelo que demonstra uma pesquisa realizada pela dra. Rita Balda, pediatra da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital São Paulo e do Hospital e Maternidade Santa Joana, as mamães costumam superar a experiência dos profissionais da área médica quando o assunto é dor ou manha.

    Quando o bebê chora, como saber se ele está sendo dor ou apenas está disposto a ganhar colo?
    Segundo a pesquisadora é mais confiável perguntar a opinião de pais do que a de médicos e enfermeiros. A pediatra chegou a esta conclusão após realizar um estudo com pais de recém-nascidos e crianças mais velhas, além de ouvir profissionais que atuam nas unidades de terapia intensiva.

    Na contra mão do esperado, os pais diferenciam mais freqüentemente a expressão de dor nos bebês do que médicos e enfermeiros.

    A autora da pesquisa, Rita Balda detalha que este é o primeiro estudo com adultos leigos (pais) e neonatos (bebês não-prematuros de até 28 dias).
    O estudo, amparado numa seqüência de fotos de bebês com expressões de choro e dor (as fotos foram apresentadas aos pais e profissionais, sendo solicitado que apontassem quais expressões eram de bebês com dor e quais eram apenas choro), mostra que 86% dos pais acertaram a expressão facial de dor de bebês pela análise de fotos, enquanto o índice de acerto entre os profissionais atingiu a marca de 74%.

    Participaram da pesquisa 405 pessoas - pais e profissionais de saúde dos serviços de terapia intensiva e semi-intensiva do HSP e do Hospital e Maternidade Santa Joana. O menor índice de acerto foi o dos auxiliares de enfermagem (69%).

    A pesquisadora defende que ser profissional de saúde não significa estar mais apto para identificar as expressões dos bebês. "Outros fatores, como experiência pessoal com dor, tempo de atividade, por exemplo, podem influenciar nessa habilidade", afirma a pediatra.

    Um dos aspectos interessantes do estudo foi a constatação de um índice de 80% de acertos entre leigos, independentemente da formação cultural, nível socioeconômico, religião, sexo e raça, comprovando a idéia, sugerida na literatura médica, de que o adulto pode reconhecer dor em bebês pela expressão facial. 86% e 87% dos casos, respectivamente.

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