Após a pesquisa realizada pela dra. Rita Balda, pediatra da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital São Paulo e do Hospital e Maternidade Santa Joana, com 405 pessoas (pais e profissionais de saúde dos serviços de terapia intensiva e semi-intensiva do HSP e do Hospital e Maternidade Santa Joana), a UTI Neonatal do Hospital São Paulo passou a adotar escalas comportamentais que analisam choro, expressão facial e movimentos corporais, além de sinais vitais, para avaliar a dor em bebês.
O procedimento integra hoje a rotina da equipe médica e de enfermagem da UTI. De acordo com especialistas do Hospital São Paulo, a maior parte das escalas de dor são usadas em pesquisa e, ao adotar este procedimento, a instituição passou a ser pioneira no País e também, tornou-se um dos poucos hospitais no mundo a usá-las no dia-a-dia para determinar a dor em recém-nascidos. Na verdade, a escala de dor é uma maneira mais objetiva de avaliar a dor em bebês.
No Hospital São Paulo, os bebês em tratamento intensivo são submetidos a esta avaliação e, nos procedimentos, a equipe de enfermagem aplica uma escala chamada NIPS (Escala de Avaliação de Dor em Recém-nascidos), voltada à análise de critérios fisiológicos e comportamentais.
Em casos específicos, como pós-operatório, os médicos aplicam uma escala para avaliar a expressão facial dos bebês (a NFCS, ou Sistema de Codificação da Atividade Facial Neonatal).
Uma das grandes conquistas da adoção da escala de dor é a melhoria no tratamento das crianças, pois alertou as equipes para a questão da dor, criando uniformidade de diagnóstico e tratamento mais humano.


