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  • Ambliopia, o olho preguiçoso

    Quando os pais suspeitam de alguma anormalidade nos olhos do bebê é hora de consultar o oftalmologista.

    No primeiro ano de vida já é possível detectar a maioria dos problemas de visão e iniciar o tratamento, quando as chances de correção serão maiores.

    Segundo a oftalmologista Letícia Soares de Souza Galindo, de 5 a 10% das crianças até 6 anos sofrem de doenças oculares. Sendo que o estrabismo (olho desviado) é a doença mais comum.

    Em 40% dos casos o estrabismo causa a ambliopia. Ela ocorre porque cada um dos dois olhos envia uma imagem para o cérebro, que precisa juntá-las em um só. Quando os dois olhos enviam uma imagem para o mesmo objeto, fica fácil essa fusão das imagens; porém, quando cada olho está fixando um ponto, o cérebro recebe duas imagens muito diferentes entre si e não consegue trabalhar com ela; como defesa, elimina automaticamente a imagem que vem do olho desviado.

    Essa supressão faz com que não haja desenvolvimento de sua capacidade visual e ele acaba ficando mais fraco, ou seja um olho preguiçoso.
    Se o olho amblíope não for tratado terá uma perda visual irreversível e a criança terá 50 % mais chance de ficar cega, uma vez que ninguém está excluído de ter uma doença ou acidentar um olho bom.

    Para corrigir a ambliopia, é necessário que a criança utilize óculos para corrigir o erro refracional e depois a oclusão (tampão) do olho bom.
    A oclusão do olho bom geralmente não é bem aceita pela criança (que não quer ficar apenas com o olho ruim), mas a persistência dos pais no tratamento deve ser mantida para a recuperação da visão da criança.

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