Quando o pediatra solicita um exame de sangue, começa o desespero da mãe. Lembrando do seu próprio incômodo e medo, ela pensa na melhor maneira de explicar para a criança que ela terá que passar por aquela situação.
Os psicólogos dizem que não é preciso dar uma aula de biologia na hora de levar os filhos ao laboratório, nem utilizar chavões do tipo “não vai doer nada”. Usar explicações e mentirinhas não prepara ou deixa a criança mais forte para enfrentar aquele momento.
Se a criança na hora do exame perguntar se vai doer, a resposta deve ser que a dor pode existir. Pois, se disser que não dói, a mãe corre o risco de trair a confiança do filho. Se disser que é uma “só uma picadinha”, estará apenas escapando da pergunta, tentando enganar sem responder.
Para auxiliar os pais alguns laboratórios, como o Bronstein (RJ), oferecem uma sala de coleta decorada especialmente para as crianças. Fitas de vídeos infantis, material de desenho, brinquedos são alguns dos atrativos para procurar minimizar o desconforto do momento da realização dos exames.
Assim, na hora da coleta de sangue é importante que a mãe ou o pai transmita segurança e não ansiedade para a criança. Pois, mesmo que chore e grite, que sinta ansiedade ou medo, a criança irá se sentir amparada para viver estas sensações.