Os pais que mantêm uma dieta vegetariana, na opinião da professora Márcia Regina Vítolo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), não devem alimentar seus filhos desta forma, uma vez que a prática pode gerar a defasagem de vitaminas no organismo da criança.
O que os pais podem fazer, segundo nutricionista, é evitar o consumo de carne em grandes quantidades. No entanto, a carne deve ser administrada pelo menos de três a quatro vezes durante a semana. "Pode-se diminuir a quantidade, mas não parar de oferecer a carne, alertou, destacando que também não é aconselhável deixar de incluir o leite na alimentação diária da criança. O ideal é o consumo menos até o fim da fase de crescimento da criança"..
A dieta vegetariana divide-se em dois tipos: a estrita, que é a mais rígida, baseada apenas em vegetais e a ovolacto-vegetariana, que permite a ingestão de leite e ovos.
Um dos riscos, na prática, além da deficiência de ferro - presente nas carnes e também em vegetais, porém de baixa absorção pelo organismo da criança - é a anemia.
Existe também o risco da deficiência de vitamina B 12 e cálcio. A falta destas vitaminas pode prejudicar o desenvolvimento e crescimento das crianças.
Segundo a professora Márcia, existem estudos realizados em crianças que utilizam a dieta restrita, que mostra que o peso e o ritmo de crescimento são menores que a média.
Mesmo fator foi detectado em crianças que seguem a dieta macrobiótica.