Muitas vezes os pais, sem querer, acabam estimulando a criança a acreditar que para tudo existe a possibilidade de negociação, que não existe limites para nada. Na verdade, o ideal seria conscientizar a criança de que existem coisas que devem ser feitas, independente do retorno ou não.
De acordo com a psicoterapeuta infantil e terapeuta familiar, professora Anelise Sandoval Scapaticci, as promessas ou trocas, que alguns pais costumam recorrer para fazer a criança realizar alguma tarefa que não queira são perigosas. "É importante que os pais mostrem as vantagens da criança realizar a tarefa determinada. Os pais devem ajudá-la a enxergar o que está por traz das tarefas", salienta a professora.
Os pais devem mostrar à criança que certas coisas não são passíveis de negociação e não podem simplesmente ser substituídas por outras. Um exemplo disso é quando a criança está numa situação perigosa, mexendo em algo que oferece riscos. Nesse caso, os pais não devem prometer outra coisa para que a criança abandone aquela situação, e sim mostrar que não tem outro jeito senão aceitar que não pode mexer naquilo.
Como regra geral, os pais devem procurar ressaltar sempre o lado positivo de cada situação, evitando promessas para que a criança não se habitue a exigir sempre algo em troca de uma determinada ação.