Entre três e cinco anos de idade, a maioria das crianças apresenta hesitações e repetições na produção da fala, o que pode ser confundido com gagueira.
Fatores orgânicos, como disfunções motoras ou neurológicas, alterações psicológicas, distúrbios comportamentais relacionados ao convívio com outros gagos e alterações emocionais, podem fazer com que ocorra a quebra da fluência verbal.
A gagueira fisiológica, ou própria do desenvolvimento da linguagem, é uma disfluência observada na mais tenra idade e pode ser confundida com um distúrbio da fala. "É importante que os adultos percebam que a aquisição e uso da linguagem é um processo de aprendizagem e que requer prática de ensaio, erro e acerto, até se obter o domínio total", explica a dra. Sandra Helena Goulart, fonoaudióloga.
Completar a palavra antes da criança, demonstrar impaciência ao ouvi-la, são atitudes que podem agravar o quadro e inibir o desejo de comunicação. "O importante é que os pais mantenham a calma e procurem um profissional de fonoaudiologia.
No Brasil, contamos com ótimos profissionais com longa experiência, que poderão dar todo suporte à família. Vale a pena lembrar, que amor e dedicação são agentes facilitadores dos processos terapêuticos", conclui a fonoaudióloga.