A separação prematura da placenta ou descolamento prematuro pode ocorrer após a 20ª semana de gestação e é causa de graves problemas tanto para a mãe quanto para o bebê. Alguns fatores como traumatismos abdominais decorrentes de acidentes automobilísticos e quedas de escada, podem favorecer a sua ocorrência. Além disso, a incidência algumas vezes está ligada à hipertensão arterial, responsável por 50% dos casos.
Segundo o obstetra Fernando Alves Togni, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), as conseqüências vão desde distúrbios de coagulação e insuficiência renal materna até óbito fetal.
"É imprescindível que a gestante procure seu médico ou hospital mais próximo, ao menor sinal de sangramento genital após a segunda metade da gestação", alerta.
Independente da causa, a placenta se desloca do útero, provoca um sangramento e uma hemorragia interna. Esta hemorragia pode ou não causar um sangramento vaginal. A morte do bebê é evidente, segundo os especialistas, quando mais da metade da placenta se descola.
O diagnóstico do problema normalmente ocorre somente após a sua ocorrência, que costuma ser marcada por dores intensas na barriga. A mortalidade materna, nesses casos, pode chegar a 3% e a morte fetal a 90%.
Nos casos de sobrevivência do bebê, é necessário fazer uma transfusão de sangue e uma cesárea. "O descolamento prematuro de placenta pode ser evitado fazendo-se um pré-natal adequado, com rigoroso controle dos níveis pressóricos e evitando-se situações de risco para acidentes", conclui.
de mãe para mãe