Por que a futura mamãe deve fazer uma série de exames bem no início da gestação?
Uma pesquisa realizada pela médica pediatra Maria Teresa Zulini da Costa, do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), responde a essa questão.
O estudo mostrou que o exame sorológico de rotina em gestantes pode evitar a transmissão para o bebê de vírus como o HIV (vírus da Aids), HTLV tipos I e II (associados à leucemia, linfoma e alterações neurológicas) e os vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV). A análise também foi feita em recém-nascidos das mães contaminadas, para indicar a transmissão de mãe para filho.
O estudo envolveu 1.540 mães da região do Butantã, na capital paulista, e revelou um número de casos muito maior que o esperado. O vírus HIV foi detectado em 0,26% das gestantes; o HTLV teve 0,13% de prevalência; 0,32% apresentavam infecção pelo HBV; e 0,64% eram soropositivas para o HCV, embora assintomáticas. Nenhuma mãe sabia que era portadora de uma dessas infecções.
A possibilidade de contágio do bebê, varia.
Para o vírus da Aids é muito alta, principalmente quabdo o vírus não é descoberto no início da gravidez e quando a futura mamãe não recebe a dose certa de ziduvidine (AZT).
Se o HIV estiver no leite, a mãe não pode amamentar diretamente, mas já se comprovou que a pasteurização elimina o vírus.
Para o HTLV, os estudos sugerem que o contágio ocorre principalmente pelo leite e que ele também pode ser eliminado pela pasteurização.
Quanto ao HBV, a transmissão também é possível pelo leite, mas a aplicação de imunoglobina e vacina pode evitar o contágio. A transmissão do HCV ainda é incerta, mas, nesse caso o parto vaginal é recomendado, pois expõe menos o bebê ao contato com o sangue da mãe.
de mãe para mãe