Um dos primeiros passos para identificar uma gravidez de alto risco é fazer o Pré-Natal.
O acompanhamento por um profissional especializado é essencial às gestantes, principalmente, aquelas de primeira viagem.
De acordo com o coordenador do Pré-Natal Especializado e chefe do pronto-socorro de obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dr. Abner Augusto Lobão, uma série de fatores determinam o alto risco da gestação.
Uma gravidez é considerada de alto risco quando a mãe ou o bebê têm algum tipo de doença.
No caso da mãe, a hipertensão, diabetes, doenças crônicas e Aids.
Além disso, outras características são observadas, tais como a incompatibilidade sangüínea (Fator Rh), desenvolvimento do feto acima do normal, proximidade da placenta do colo do útero (placenta prévia), malformação do útero (existência de miomas), histórico de abortos, mortes fetais e gestações anteriores com histórico de consangüinidade (primos de primeiro grau).
Quando a mãe passou por duas ou mais gravidezes com malformações, segundo obstetra, há maior chance de ter uma gestação de alto risco. "Nesse caso, uma gestação isolada, com malformações, não costuma ser problema", afirmou o médico.
Existem ainda casos em que o colo do útero não retém a gravidez, então é necessário fazer pontos, ou seja, costura-se o colo do útero para mantê-lo fechado.
De acordo com o Dr. Lobão, no Brasil a hipertensão é a causa mais freqüente da gravidez de alto risco. Em geral, os sintomas aparecem nos últimos três meses da gestação do primeiro filho e pode causar retardamento do crescimento do feto, descolamento de placenta e convulsões à mãe.
Neste caso, o Pré-Natal deverá ser intensivo e decisivo para o tratamento adequado.
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