Segundo o professor, o aspecto emocional também é um fator relevante que deve ser levado em consideração, uma vez que toda gravidez trás por si só alterações psicológicas e, no período da adolescência, este fator fica mais acentuado. Mesmo não tendo consciência do que é ser mãe, uma menina de 12 anos, por exemplo, se torna mãe. “Isso gera um risco social muito grande”, alerta o médico.
Com a gravidez, a menina tem sua vida mudada e geralmente quem dá suporte são os parentes – a mãe, tia, avó ou outro membro familiar. Além de todos os problemas, a adolescente fica limitada no seu desenvolvimento escolar.
Na opinião do professor Rufino, o mais importante é a prevenção, que se torna cada vez mais difícil devido ao estímulo à atividade sexual proveniente da própria sociedade, através da mídia, por exemplo. "O estímulo a atividade sexual é constante. O tempo todo vemos pessoas estimulando a libido infantil", diz o médico.
Essa estimulação exagerada aliada ao momento mágico da adolescência, faz com que a menina acredite que a gravidez nunca vai acontecer com ela. Por isso, descarta os métodos contraceptivos e este torna-se o primeiro passo para uma gravidez não programada.
de mãe para mãe