A citamegalovirose, caso seja contraída nas primeiras semanas de gestação, pode acarretar problemas para a gestante e para o bebê.
De acordo com o prof. Abner Augusto Lobão Neto, chefe do Pronto-Socorro Obstétrico e do Pré-Natal Especializado da Unifesp/Escola Paulista de Medicina, existem exames que detectam possíveis seqüelas para o feto.
"Após cinco semanas da suspeita de infecção, deve-se fazer uma punção de líquido amniótico e um exame chamado PCR, que identificará se houve ou não infecção fetal a partir da infecção materna", afirmou o professor.
Em países nos quais se permite a prática do aborto legal, o casal poderia, a seu critério, interromper a gravidez ou não. Já no Brasil, independentemente do resultado do exame, a interrupção não é permitida.
Novo exame deveria ser realizado em torno de 32 semanas de gravidez, com uma punção do cordão umbilical e pesquisa de comprometimento fetal. De acordo com dr. Abner, via de regra, os antivirais não são recomendados durante a gravidez, exceto em casos selecionados, como no HIV.
Outros exames que podem e devem ser feitos são a ultra-sonografia morfológica, por volta da vigésima semana de gravidez, uma ecocardiografia fetal e uma extensa avaliação pós-natal pelo pediatra para o rastreamento de possíveis alterações presentes no recém nascido. , concluiu o professor Abner.
"O risco de malformações e/ou seqüelas realmente existe nesta fase da gravidez, apesar de não atingir todas as gestantes infectadas e não ser possível definir antecipadamente quais os órgãos que seriam atingidos"
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