O vírus tem o aspecto de uma couve-flor e os locais mais comuns de aparecimento das lesões são a vulva, períneo, vagina e colo do útero da mulher. Ele provoca coceira, corrimento e dor durante a relação sexual.
Durante a gestação, existe a probabilidade de ocorrer transmissão do vírus ao bebê, mas o momento crítico acontece, de fato, quando a criança nasce através de parto normal. Se contaminado, o bebê poderá apresentar infecção de laringe. "O recém-nascido de parto cesáreo tem menos chance de desenvolver o vírus mas, mesmo assim, esse tipo de parto não deve ser indicado rotineiramente", alerta o obstetra Fernando Alves Togni, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).
O HPV pode ser tratado através de eletrocauterização (cauterização da verruga que aparece na genitália) ou quimiocauterização. Para prevenir a ocorrência do vírus a mulher deve evitar manter relação sexual com múltiplos parceiros e o uso de preservativo não pode ser dispensado.
"Estima-se que 2,5% da população seja portadora de HPV. Nos Estados Unidos, 20 milhões de pessoas são portadoras do HPV", finaliza o dr. Togni.
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