Natação, caminhada e corrida.
Estes exercícios, desde que praticados com moderação e orientados por um profissional especializado, podem trazer benefícios à saúde de qualquer pessoa. Mas quando se trata de gestação e prática de exercícios, é necessário tomar certos cuidados para que a saúde do bebê não corra riscos.
Segundo a dra. Mirca Ocanhas, fisioterapeuta da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) para evitar que o bebê seja prejudicado durante a prática de atividades aeróbicas, é necessário determinar um limite de segurança. A gestante deverá utilizar de 60% a 70% do consumo máximo de oxigênio, para que não seja causado nenhum prejuízo à saúde do feto por restrição do fluxo sangüíneo que leva oxigênio e nutrientes ao útero.
Seja qual for o exercício a ser realizado, é importante que a gestante receba orientações sobre o procedimento correto. Um fisioterapeuta poderá indicar qual é o melhor tipo de atividade, de acordo com as necessidades de cada gestante. "Os exercícios serão prescritos de forma individualizada. Durante a gestação, serão indicados exercícios específicos, respeitando as possíveis intercorrências (placenta prévia, varizes pélvicas, diabetes, cardiopatias).
Alguns serão diminuídos e outros, intensificados, de acordo com a situação", esclarece dra. Mirca.
No pós-parto, a ajuda de um fisioterapeuta continua sendo imprescindível.
Há programas de atividade física, especialmente montados para a gestante. "O trabalho de fisioterapia pós-parto assegura à mulher a prevenção de prolapsos, incontinência urinária e proteção do períneo. Se o parto foi normal, contribui para o alívio de dores pélvicas e melhora da atividade sexual", conclui.
de mãe para mãe