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  • Gripe Suína e a gestante - Influenza

    Informações e recomendações:

    O que é a gripe suína?
    É uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia. 
     
    Como é transmitido o vírus?
    Em casos registrados nos últimos anos, a doença foi contraída por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos, mas não há registro de que o mesmo tenha acontecido no atual surto. Ela está sendo da mesma forma que a gripe comum: por via aérea, de pessoa para pessoa, por meio de espirros e tosse. 
     
    Pode-se contrair a doença comendo carne de porco?
    Não. Os vírus da gripe suína não são transmitidos pela comida. A OMS (Organização Mundial de Saúde) descarta qualquer risco de infecção por ingestão de carne de porco. A temperatura de cozimento (71ºC) destrói os vírus e as bactérias. 
     
    Quem é considerado caso suspeito?
    Indivíduo que apresentar doença aguda de início súbito, com febre (temperatura corporal acima de 37,5º C) acompanhada de tosse ou dor de garganta, na ausência de outros diagnósticos, podendo ou não estar acompanhada de outros sinais e sintomas como dor de cabeça, músculos e articulações ou falta de ar, vinculados aos itens A e ou B abaixo:
     
    A. Ter retornado, nos últimos 7 dias, de países com casos confirmados de infecção pelo novo vírus A (H1N1); OU
     
    B. Ter tido contato próximo, nos últimos 7 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito ou confirmado de infecção humana pelo novo vírus influenza A(H1N1).
    Qual a diferença entre a gripe suína e a gripe comum? A gripe suína é caracterizada pelos sintomas mais intensos da gripe comum. O índice de letalidade é igual entre os 2 tipos de vírus (0,4%).
     
    RECOMENDAÇÕES SOBRE A SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DE ATIVIDADES
    Em estabelecimentos de ensino, creches, ambientes de trabalho (empresas, indústrias), asilos, quartéis, ambientes prisionais, quando a investigação epidemiológica identificar a ocorrência de casos suspeitos de Influenza A(H1N1), com vínculo epidemiológico, pode ser adotada pela vigilância em saúde local a suspensão temporária de atividades. Quando indicado, deve-se considerar:
     
    • As características do surto (número de pessoas afetadas, características dos ambientes, existência de pessoas com fatores de risco); 
    • A duração da interrupção das atividades deve considerar o período de transmissibilidade da doença (de até sete dias, para adultos; e 14 dias, para crianças). 
     
    A utilização de máscaras de proteção é efetiva em ambientes hospitalares, mas não tem grande impacto na diminuição de transmissibilidade, quando utilizada pela comunidade em geral, exceto quando orientado pelas autoridades de saúde.
     
    RECOMENDAÇÕES PARA VIAJANTES
    Crianças menores de dois anos de idade; idosos (acima de 60 anos); gestantes; pessoas com imunodepressão (por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para AIDS ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica: posterguem a viagem para esses países, caso seja possível, tendo em vista ser o grupo que apresenta maior risco de desenvolver as formas graves da doença. O Ministério da Saúde reitera que esta é uma medida de proteção a estes grupos mais vulneráveis para doença grave, não significando caráter restritivo ao comércio ou trânsito internacional.
     
    Segundo a OMS, Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Chile, Argentina e Reino Unido são considerados os países com transmissão sustentada.
    Ressaltamos que não há proibição nem restrição de trânsito de pessoas entre o Brasil e esses países. A recomendação é uma medida adicional de prevenção, tendo como base critérios epidemiológicos e o aumento, com a proximidade das férias de inverno, da circulação de turistas brasileiros em países com transmissão sustentada da doença.
     
    Atenção! NOVAS ORIENTAÇÕES CONTIDAS NO NOVO PROTOCOLO, DE 08.7.2009:
     
    III. MEDIDAS GERAIS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE DOENÇA RESPIRATÓRIA AGUDA
     
    a) INFORMAÇÕES GERAIS
    As medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas, baseadas em intervenções não farmacológicas, para reduzir o risco de adquirir ou transmitir doenças agudas de transmissão respiratória, incluindo o novo vírus influenza A(H1N1), são:
     
    •Higienizar as mãos com água e sabonete antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz E após tossir, espirrar ou usar o banheiro 
    •Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
    •Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de aerossóis;
    •Indivíduos com síndrome gripal devem evitar entrar em contato com outras pessoas
    suscetíveis;
    •Indivíduos com síndrome gripal devem evitar aglomerações e ambientes fechados
    •Manter os ambientes ventilados;
    •Indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem ficar em repouso, utilizar alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos.
    Importante: Recomenda-se que o indivíduo doente com SG, se possível, permaneça em domicilio durante os 7 dias após o início dos sintomas.
     
    b) Cuidados no domicílio
    Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
    Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
    Lavar as mãos freqüentemente com sabonete e água, especialmente depois de tossir ou espirrar.
    Manter o ambiente ventilado
    Evitar contato próximo com pessoas.
     
    c) Cuidados em Creches
    Encorajar cuidadores e crianças a lavar as mãos e os brinquedos com água e sabonete quando estiverem visivelmente sujas;
    Encorajar os cuidadores a lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente quando a criança está com suspeita de síndrome gripal;
    Orientar os cuidadores a observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta, principalmente quando há notificação de surto de síndrome gripal na cidade; os cuidadores devem notificar os pais quando a criança apresentar os sintomas citados acima;
    Evitar o contato da criança doente com as demais. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar a transmissão da doença;
    Orientar os cuidadores e responsáveis pela creche que notifiquem a secretaria de saúde municipal caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com absenteísmo pela mesma causa;
     
    d) Cuidados com gestantes, parturientes e recém-nascidos
    Gestante:
    - Buscar o serviço de saúde caso apresente sintomas de síndrome gripal;
    - Na internação para o trabalho de parto, priorizar o isolamento se a mesma estiver com diagnóstico de influenza;
    Puérpera:
    - Após o nascimento do bebê, se a mãe estiver doente, usar máscara e lavar bem as mãos com água e sabonete antes de amamentar e após manipular suas secreções; estas medidas devem ser seguidas até sete dias após o início dos sintomas da mãe;
    - A parturiente deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê;
     
    Recém nascidos:
    - Priorizar o isolamento do bebê junto com a mãe (não utilizar berçários);
    - Os profissionais e mães devem lavar bem as mãos e outros utensílios do bebê
    (mamadeiras, termômetros); (...)
    A gestante deve buscar o serviço de saúde caso apresente sintomas de síndrome gripal.
    Na internação da gestante para o trabalho de parto, priorizar o isolamento se a futura mãe estiver com diagnóstico de influenza:
    • febre geralmente (>38ºC);
    • dor de cabeça;  
    • dor nos músculos;  
    • calafrios;
    • prostração (fraqueza);
    • tosse seca;
    • dor de garganta;
    • espirros e coriza  
     
    Após o nascimento do bebê, se a mãe estiver doente, usar máscara e lavar bem as mãos com água e sabão antes de amamentar e após manipular suas secreções; estas medidas devem ser seguidas até sete dias após o início dos sintomas da mãe. A mãe com gripe deve seguir dando o peito ao bebê.
    Pessoas com condições clínicas graves da infecção ou suas complicações (pneumonia viral primária ou bacteriana, por exemplo), recomenda-se procurar tratamento médico-hospitalar. Para esses locais, recomenda-se a adoção estrita de medidas de biossegurança, conforme as orientações técnicas do MS. 
    Restringir visitas ao paciente, principalmente no período de transmissibilidade da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas).
    Colocar máscaras na paciente, se possível, quando a mesma for transportada.
     
    (texto retirado do site do Ministério da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/protocolo_manejo_vigilancia_influenza_08072009.pdf )
     

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