Cientistas britânicos publicaram um artigo na respeitada revista Post-gratuate Medical Journal afirmando que a pratica do sexo nas primeiras seis semanas após o parto pode por em risco a vida da mulher.
Segundo o artigo, nesta fase o útero - local de fixação da placenta - ainda não cicatrizou, apresentando vasos sangüíneos abertos e sem proteção.
Durante o ato sexual é comum que o ar seja forçado para o interior do útero, aumentando assim a pressão dentro do órgão, o que possibilita a passagem de pequenos volumes de ar para dentro dos vasos, produzindo bolhas.
Na presença de gases, o sangue coagula e pode ocasionar embolia ou obstrução total do vaso, o que é fatal. O estudo é baseado em casos e cita duas jovens - 22 e 20 anos - que morreram durante a relação sexual num período de cinco a oito dias após o parto.
Segundo os especialistas, como poucos casais praticam sexo nas primeiras semanas após o parto, o risco de vários casos torna-se pequeno.
Ainda assim, os especialistas alertam para o perigo, principalmente em algumas posições.
De acordo com o médico Philip Batman, coordenador da pesquisa, o risco é maior quando o útero fica mais elevado do que o coração.
Após seis semanas do parto, o sexo passa a ser totalmente seguro porque o útero já está totalmente cicatrizado.