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  • Nevirapina evita HIV em bebês

    O Instituto Nacional de Saúde norte-americano constatou maior eficiência da nevirapina na prevenção à transmissão do vírus HIV da mãe para o filho em relação ao tratamento com AZT.
    Numa pesquisa realizada pelo instituto com 618 gestantes, 25,1% das que tomaram AZT tiveram bebês infectados enquanto das que usaram a nevirapina, cerca de 13,1% infectaram os bebês.

    Com o AZT há duas formas de tratamento;
    Na primeira delas, a gestante recebe altas doses de AZT intravenal durante o parto e o bebê recebe o medicamento durante o primeiro mês de vida.
    Na terapia prolongada a gestante recebe o medicamento a partir da décima quarta semana de gestação.

    O tratamento com nevirapina é mais prático.
    A mãe recebe uma dose antes do parto e o filho recebe uma dose logo depois de nascer.
    Para compreender como atua a nevirapina é preciso compreender como o vírus HIV se reproduz no organismo humano. Após entrar num linfócito (célula do sistema imunológico), o vírus libera o código genético RNA, que será transformado em DNA pela enzima transcriptase reversa. A nevirapina tem atuação indireta, inibindo a ação dessa enzima.
    O tratamento com nevirapina torna-se mais eficiente se administrado com o AZT, já que, durante a gravidez, só pode ser feito com o AZT.
    No caso de conciliar as duas drogas, a gestante tomaria o AZT durante a gestação e, na hora do parto, uma dose de nevirapina, a mesma que o bebê receberia ao nascer. O problema da AIDS em crianças recém-nascidas vem tornando-se mais ameno.
    Com o uso da nevirapina espera-se prevenir a transmissão do vírus a 467 crianças, neste ano.

    Não obstante, apesar de toda a evolução dos estudos médicos para o combate a AIDS, o maior problema continua sendo a desinformação. Orientar uma mulher sobre a necessidade de fazer o exame para detectar o vírus antes da gestação não é nada fácil.

    A AIDS é uma doença carregada de estigmas, ainda. O medo maior das mulheres não vem exatamente do fato de serem portadoras do vírus, mas principalmente o estigma social.
    A sociedade ainda não aceita com naturalidade uma doença que é considerada uma "peste negra".

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