Para o islamismo, o batismo pressupõe o pecado original, conceito que é negado por esta religião.
Por esta razão, não há cerimônia de batismo neste segmento religioso.
O parto de uma mulher muçulmana acontece com a presença do marido, que deve pegar o recém-nascido – seja qual sexo for - e chamá-lo para a prece, em uma orelha, e na outra orelha, para a palavra de testemunho da unicidade divina. Se o pai não estiver presente, esta tarefa é delegada à mãe.
O pai ou a mãe (caso o marido não esteja presente) faz o tahnic, que consistente em friccionar o palato do recém-nascido com algo adocicado, preparando-o e estimulando-o para a primeira amamentação.
O recém-nascido é apresentado à comunidade em um prazo que no máximo vai até o 21º dia (o muçulmano ou a muçulmana) debutam socialmente cedo, bem antes das chamadas festas de debutantes.
Nesta ocasião, é cortado o cabelo do (a) recém-nascido (a) e doado o equivalente a seu peso em prata aos necessitados.
Também é realizada uma festa, na qual são convidados os familiares e conhecidos do casal. A isto, dá-se o nome de Akikát. Nesta ocasião é declarado o nome escolhido pelo casal para o recém-nascido.
No intervalo do nascimento até este dia, é realizada a circuncisão nos recém-nascidos do sexo masculino.
Tudo isto faz parte do ensinamento do Islam, porém, não é considerado batismo, nem tampouco é cerimonial.