O batismo é realizado de variadas formas em cada religião, sendo em algumas delas um ritual dispensável como por exemplo no espiritismo.
Essa religião tem como base a doutrina da fé raciocinada, que combate crendices e superstições, acredita que Deus não desampara ninguém com ou sem batismo. No espiritismo o batismo é a inovação das bençãos de Deus para o recém-nascido sem rituais específicos.
O cristianismo, cuja essência reside na comunhão com Deus através do espírito santo, acredita que devem ser observadas criteriosamente duas cerimônias - o batismo e a santa ceia. São considerados sacramentos, o que significa coisas sagradas.
De acordo com o cristianismo, o batismo nas águas é o rito escolhido por Deus, pelo qual o homem demonstra seu ingresso na Igreja Cristã, simbolizando o início da vida espiritual do indivíduo. O batismo evidencia a fé já existente no coração daquele que se batiza e é administrado somente uma vez, porque a vida cristã só tem um começo.
No cristianismo existe pelo menos três tipos de batismo com a utilização de água:
o batismo de aspersão, no qual a água é borrifada, ou seja, aspergida sobre o batizando;
o batismo de efusão com a água sendo derramada em pequena quantidade sobre a cabeça da pessoa
e o batismo de imersão, ritual em que a água não é colocada sobre a pessoa e sim mergulhada.
De acordo com eruditos da língua grega, a palavra "batizar" significa literalmente "mergulhar" ou "imergir".
Por isso, esta religião acredita que a forma original do batismo era por imersão.
Para os judeus dos tempos apostólicos, ser "batizado" sugeria "batismo de prosélito", ou seja, ato praticado quando um pagão se voltava ao Judaísmo.
Este, ficava em pé com a água até o pescoço enquanto era lida a lei, depois submergia das águas como sinal de que abandonava as práticas do paganismo para então prosseguir nos preceitos do Judaísmo.
Segundo o cristianismo, os batismos de aspersão e efusão surgiram a partir do instante em que a igreja, interpretando de forma errônea o batismo como essencial à salvação, passou a batizar enfermos com medo de que, não sendo ainda batizados, viessem morrer sem salvação.
Se não poderiam ser levados às águas para o batismo, então se levaria a água até os enfermos, batizando-os por aspersão ou efusão.