É óbvio que com um antecedente tão importante é difícil não ter algumas fantasias sobre a dor do parto, principalmente entre os latinos. "Hoje não é justificável que uma parturiente sinta dor durante o trabalho de parto e durante o parto propriamente dito", afirma o coordenador do Pré-natal Especializado e chefe do Pronto-Socorro da Escola Paulista de Medicina, dr. Abner Augusto Lobão Neto.
Os procedimentos anestésicos são seguros e consagrados. Além disso, a dor não traz qualquer benefício para a mãe ou o bebê. "Em nossos dias o único medo aceitável é o da gestante que depende do socorro de um serviço público ou privado de má qualidade, no qual não se disponibilize a anestesia ou analgesia. Nestes casos, mesmo uma cesárea pode ser uma alternativa de alto risco", avalia o Dr. Lobão.
Muitas mulheres têm pavor da incisão feita na vagina para ajudar o bebê a passar. A episiotomia pode ser realizada ou não, de acordo com a necessidade.
Segundo o obstetra, o uso da episiotomia é indicado quando percebe-se que a passagem do bebê pela vulva materna pode provocar o rompimento descontrolado da mucosa, pele ou mesmo músculos da região. Desta forma, a episiotomia protege o períneo como um todo, uma vez que não acontecerão as roturas e que, portanto, com apenas alguns pontos resolve-se o problema potencial.
Os pontos da parte visível da pele são geralmente de três a cinco, dados com fios biocompatíveis que "caem" sozinhos cinco a sete dias depois do parto. São dados, ainda, poucos pontos internos, que em geral somam seis. Numa cesárea, apenas na pele são dados em torno de 20 pontos, que precisam ser retirados, na maioria dos casos, após uma semana.
Cada uma das camadas internas do abdômen precisam de outras séries de pontos, o que por vezes chega a totalizar 80 pontos, dependendo da técnica e fios utilizados.
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