O parto cesáreo, normalmente é realizado em casos de risco para a mãe e bebê, sofrimento fetal e uma série de ocorrências obstétricas.
Fora estas situações, esse tipo de parto é desaconselhável pelos médicos. Mesmo assim, o Brasil é o recordista de cesáreas no mundo, chegando a 80% dos partos em instituições privadas.
A jornalista Cecília Martins Souza foi uma das mães que optou pela cesárea e não se arrepende. "A recuperação é mais lenta e a dor devido a incisão no abdome é super desconfortável.
Eu tinha plena consciência de todos esses fatores, porém, o que me levou a optar pela cesárea foi o fato de ter, acima de tudo, consciência de que não me sentia preparada para o parto normal", conta.
Segundo a jornalista, independente das informações sobre as inúmeras desvantagens da cesárea, o que falou mais alto foi o coração. "Eu tinha certeza que para eu e meu filho a cesareana seria mais adequada.
No início da gestação meu marido defendia o parto normal, mas após inúmeras conversas com o obstetra, tivemos a certeza que esta seria a melhor opção para nós”.
Apesar de ter todas as condições para fazer um parto normal, Cecília, no entanto, não se sentia à vontade para este procedimento e em casos como estes, os médicos costumam não insistir, pois corre-se o risco da mãe não colaborar durante o parto, colocando, inclusive, a vida da criança em risco.
O ritmo de vida agitado da jornalista foi outro fator que contribuiu para a escolha da cesárea. "No parto normal, você precisa estar consciente de que terá que fazer muita força muscular e sentir dores fortíssimas, o que sem dúvida vale a pena para ver seu filho nascer.
No meu caso, porém, seria mais um stress e eu queria me poupar disso. Eu achava que o parto deveria ser um momento tranquilo para mim e para o bebê e foi assim que aconteceu".
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