Durante o trabalho de parto a gestante é colocada numa banheira que pode ser plástica ou de hidromassagem, com água na temperatura de 36 –37 ºC, cobrindo a barriga. A parturiente poderá ficar na água durante as contrações, sair para ter o bebê ou permanecer nela, até que o bebê nasça.
"Além do relaxamento produzido pela água quente, o alívio de seu peso que diminui ao entrar na água, facilita a movimentação e a descida do bebê na pelve. O maior benefício para a gestante é o efeito analgésico da água sobre as contrações", explica o dr. Adailton Salvatore Meira, ginecologista e obstetra.
O parto na água promove também a participação do pai no instante do nascimento - ele pode entrar na banheira, sentar-se atrás da mãe, servindo de apoio para suas costas e ao mesmo tempo, transmitir-lhe carinho e confiança. Segundo o dr. Meira são realizados em sua clínica, de dois a três partos na água por mês e também na casa da gestante, quando a gravidez é de baixo risco. "Atualmente em São Paulo, o Hospital Albert Einstein, já conta com uma banheira, não propriamente para parto, mas usada durante as contrações", informa.
Na Austrália, Estados Unidos, Japão, Alemanha e outros países, há hospitais e "centros de nascimento", onde a prática do parto na água é bastante comum. "Há um movimento internacional para o aumento de partos na água.
Assim que mais hospitais abrirem suas portas para um parto não ortodoxo e, portanto, mais fisiológico, talvez, mais e mais casais possam ter acesso a esse tipo de parto", finaliza o dr. Meira.
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