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  • Adoção no Rio de Janeiro

    Faltam bebês e sobram crianças e adolescentes para serem adotados no Rio de Janeiro.
    A unanimidade é por meninas loiras, de cabelos lisos com até 2 anos de idade.
    As pessoas acham que meninos dão mais trabalho.

    Essa preferência de brasileiros causa uma espera estimada em 7 meses no Juizado da Infância e da Juventude. Os estrangeiros não se importam em adotar crianças mestiças ou negras e com deficiência física, segundo a Diretora da Divisão de Serviço Social, Clayse Amin.

    A preferência de casais e solteiros, candidatos à função de pais substitutos por bebês de até dois anos provoca uma longa espera, mas o país está lotado de crianças abandonadas.
    Na listagem publicada pela Primeira Vara da Infância e Juventude, no Diário Oficial do Poder Judiciário no mês de julho de 1999 havia 83 casais cadastrados na fila de espera.

    De acordo com o juiz Siro Darlan, mais de 6 mil crianças e adolescentes em abrigos tem impedimento legal para serem adotadas. Apesar de viverem em orfanatos, eles têm família que, por motivos variados, como miséria, violência doméstica e vícios, não podem ficar com os filhos, mas conservam o pátrio poder.

    O pediatra americano Dana Johnson afirma que crianças internas por longos períodos em instituições não desenvolvem plenamente o cérebro, e têm as habilidades físicas e motoras diminuídas, além de apresentarem dificuldades afetivas e emocionais.

    O Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece que a medida de internação em abrigo deve ser provisória, em no máximo seis meses, não está sendo cumprida. "Estamos criando crianças segregadas e aprisionadas", afirma o juiz Siro Darlan, acrescentando que o Ministério Público deve aplicar o estatuto. "Se a família não tem condições de arcar com a educação do menor, porque é pobre, tem que cobrar uma política pública de apoio. Se o problema é o vício, a família tem que ser cobrada, senão quem sofre as conseqüências é a criança", diz o juiz.

    de mãe para mãe

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