Numa gravidez normal, os riscos de abortamento são muito baixos, portanto, a gestante deve levar uma vida normal, sem receios infundados. Entretanto, alguns cuidados básicos devem ser seguidos como, por exemplo, evitar o uso de medicamentos potencialmente perigosos e sem a orientação...
Gestação: Aborto
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Sangramento
Saturday, May 03 2008 - gestação / doenças
Citotec - Esclarecimentos e contra-indicação
Saturday, May 03 2008 - gestação / doenças
O Citotec foi desenvolvido com outro nome há cerca de vinte anos atrás, não para problemas de estômago nem para provocar abortos, mas para produzir contrações no útero quando era necessário apressar o parto ou expulsar um feto já morto do útero de uma gestante.
Passados dez anos a droga ainda não tinha saído de seu estágio experimental, mas com a descoberta das qualidades terapêuticas de seu princípio ativo no tratamento de úlcera, deixou de ser pesquisado principalmente para produzir contrações no útero para apressar o parto e passou a ser comercializado para tratar úlceras.
Mas, aos poucos, algumas pessoas descobriram que ele provocava o aborto, inclusive porque o fabricante escrevia na própria bula do remédio que este era contra-indicado para mulheres grávidas dado o risco de poder provocar um aborto. O remédio passou aos poucos a ser comprado, sem orientação médica, não mais para úlcera, mas para provocar o aborto, embora o laboratório desaconselhasse o seu uso no caso de gestantes.
Por causa de sua história, o remédio foi estudado e testado apenas para úlcera e não para abortos. Não houve por parte dos fabricantes estudos para viabilizá-lo tecnicamente para o seu efeito abortivo.
Não há qualquer suporte técnico para quem use, sejam médicos ou leigos, este remédio para produzir um aborto.
Tudo o que se conhece sobre ele a este respeito é o resultado de uma prática clínica muito informal, irregular e completamente assistemática. É algo muito diferente de um medicamento onde há multidões de professores e cientistas constantemente pesquisando, debatendo e aperfeiçoando o conhecimento sobre a ação e o uso do remédio.
O Citotec atua apenas, ao que tudo indica, provocando contrações de parto e a conseqüente expulsão do feto, em qualquer idade gestacional. Ele não age, portanto, sobre o próprio feto, apenas provoca a sua expulsão. O feto morre não por ter sido agredido, mas porque, se ele tem menos de seis meses, ao ser expulso morre asfixiado. Embora o feto tenha os pulmões formados a partir do primeiro mês de gestação, antes dos seis meses e fora do útero pode inalar o ar mas o oxigênio não consegue passar dos alvéolos para o sangue. O feto morre ao ar livre por asfixia, exatamente como ocorreria com uma pessoa que fosse estrangulada.
É importante, para entender o que acontece com a própria gestante ao resolver tomar o remédio, que se tenha em mente que o remédio nunca foi desenvolvido e testado para provocar o aborto, nem no Brasil nem em qualquer país de primeiro mundo. Este é o motivo que explica porque ele provoca resultados tão diversos e irregulares em várias gestantes que o tomam.
No caso típico, algumas horas depois de ingerido, a mulher entra em trabalho de parto e expulsa o feto, mas mesmo depois disso as contrações tornam-se dificilmente controláveis. As dores abdominais são intensas, muito maiores do que se fosse um aborto natural, e a mulher pode começar a sangrar tanto e com tal volume crescente que é quase sempre obrigada a procurar um hospital. Em algumas mulheres sua ingestão não provoca efeito algum, nem mesmo a expulsão do feto; em outras, provoca apenas a expulsão do feto.
Na maioria dos casos, porém, a expulsão do feto é seguida de hemorragias crescentemente violentas com o passar do tempo.
Não há assessoria médica para quem queira tomar Citotec, e também não há suporte técnico para os médicos – ainda que o médico requeira tal suporte – por parte dos fabricantes e dos seus desenvolvedores. O que há são os hospitais que resolvem ajudar as pacientes quando, apesar de tudo, o aborto foi provocado e consumado e a hemorragia se torna incontrolável; isto é, estes hospitais ajudam por causa da hemorragia e não por causa do aborto.
Mortes por hemorragias no uso do remédio não são muito comuns, principalmente, porque nos casos típicos, a hemorragia assusta tanto que a mulher invariavelmente acaba procurando um hospital. Mas, caso não procurasse, certamente o quadro hemorrágico crescente provocaria uma parada cardíaca. Às vezes, isto até ocorre, o que é narrado principalmente por médicos legistas de IMLs (Institutos Médicos Legais).
Em alguns casos a hipersensibilidade da mulher para com o remédio pode ser tal que o remédio provoca uma ruptura repentina de útero, logo ao ser ingerido ou mesmo mais tarde. Isto pode ser fatal se não há a possibilidade de um atendimento médico e hospitalar imediato.
A ruptura de útero pode se dar mais facilmente em mulheres que tiveram anteriormente um histórico com partos cesarianos ou em gestações mais avançadas.
Se nada disso ocorrer e a hemorragia conseguir ser controlada em casa e isso não provocar a morte da gestante, coisa rara de acontecer, pode, no entanto, estar acontecendo outra coisa de muito risco.
Restos fetais ou placentários podem ter sido retidos dentro do útero durante todo este tempo e ter provocado uma infecção local. Às vezes, o remédio produz o descolamento da placenta, com a consequente morte do bebê, mas o feto não é, todavia, expulso. A gestante pensa que não aconteceu nada, não procura o médico, mas está na realidade tendo um aborto retido.
Tanto o aborto retido como restos fetais e placentários podem fazer com que pus se acumule no útero, tentando em vão destruir os restos fetais ou de placenta, que deveriam ter sido removidos por curetagem no hospital dias antes. As dores e hemorragias podem ter mascarado outros sintomas que fariam suspeitar para a gestante inexperiente que algo mais poderia estar acontecendo.
À medida em que o pus se acumula, ele invade a corrente circulatória da gestante e espalha-se pelo corpo todo. Isto é conhecido pelo nome de septicemia. Quando se chega a este quadro a única conduta correta é a remoção dos restos fetais e placentários e a internação imediata da paciente em uma unidade de terapia intensiva. Há um certo número de óbitos por septcemia, mesmo com a internação em UTI, causados pelo uso do citotec.
Muitos dos óbitos por aborto em geral e alguns causados pelo uso do Citotec são por septicemia.
Se não ocorre a septicemia mas houve retenção durante algum tempo de restos placentários ou fetais, os tecidos já necrosados são difíceis de serem curetados; frequentemente junto com a remoção por curetagem destes tecidos é inevitável removerem-se também uma parte de tecidos endometriais, que é a parte mais interna do útero. As paredes internas ao útero que constituem o endométrio, por este motivo, acabam por aderirem-se uma à outra causando a esterilidade da mulher.
Aborto. É possível superar esta dor !
Saturday, May 03 2008 - gestação / doenças
O aborto pode ser resultado de causas genéticas como, por exemplo, malformações de óvulos. No entanto, superar este momento é tão importante quanto tentar descobrir a sua causa, uma vez que corpo e mente devem se recuperar para reconquistar o equilíbrio...
Aborto espontâneo
Saturday, May 03 2008 - gestação / doenças
Ter a gravidez terminando em aborto pode ser muito triste e penoso. As seguintes informações dirão os sintomas e tratamentos para os diferentes tipos de aborto. Talvez isto ajude a entender se tiver um aborto e é pouco provável que tenha feito algo para causá-lo. Existe uma boa chance de que seja capaz de ter um bebê na próxima vez.
O que é aborto?
Um aborto é o final espontâneo de uma gravidez antes da vigésima semana. O termo médico usado é aborto espontâneo.
Mais ou menos 20% de toda gravidez termina em aborto durante as primeiras 16 semanas. Muitos ocorrem dentro de 10 semanas. Algumas mulheres abortam mesmo antes de saber que estão grávidas; um atraso na menstruação pode ser o único sintoma.
Como isto ocorre?
Muitas vezes é difícil saber exatamente a causa do aborto. Contudo, a maior parte dos abortos ocorrem quando os cromossomos do espermatozóide encontram com os cromossomos do óvulo. Muitas vezes o bebê (também chamado de feto) não se desenvolve por completo, ou desenvolver-se de maneira anormal. Em casos como estes, o aborto é a maneira que o corpo termina a gravidez que não está se desenvolvendo normalmente.
Outras causas possíveis de aborto incluem infecção do útero, diabetes sem controle, alterações hormonais, e problemas no útero. Excesso de cigarro, álcool e drogas ilegais como a cocaína também causam o aborto principalmente no início da gravidez quando os principais órgãos do bebê estão se desenvolvendo.
Um cérvix (parte baixa do útero) incapaz algumas vezes causa um aborto. Durante o trabalho de parto o cérvix dá abertura para permitir que o bebê saia do útero e passe através da vagina. O cérvix que começa a aumentar a abertura muito cedo pode resultar em abortamento. Muitas vezes, se o problema é descoberto cedo, pode ser tratado e para a gravidez continue.
Uma queda da mãe raramente causa aborto pois o bebê está muito bem protegido dentro do útero. Complementando, não há nenhuma evidência que estresse emocional ou físico ou atividade sexual possam causar aborto numa gravidez normal.
Quais são os sintomas?
Os possíveis sintomas incluem:
- Sangramento da vagina. A quantidade de sangue pode variar de algumas gotas de sangue a sangramento intenso. O sangramento pode começar sem nenhum aviso ou pode apresentar um corrimento escuro primeiramente.
- Dor como cãibra em seu baixo abdômen
- Secreção abundante proveniente de sua vagina sem sangue ou dor. Isto pode significar que suas membranas se romperam (sua bolsa d‘água estourou). Pode ser percebido algum material sólido passando através de sua vagina. Tente guardar este material para seu médico examinar.
É possível que não tenha sangramento ou dor, mas o feto tenha morrido e os sintomas da gravidez já não existam mais.
Como é diagnosticado?
Seu médico pode fazer um exame pélvico para checar o tamanho do seu útero e a condição do cérvix pedindo um ultrasom para ver se a gravidez está fora do útero ao invés de dentro dele. (A gravidez fora do útero é chamada de gravidez ectópica) ou mostrar se o óvulo nunca se desenvolveu em feto.
Qual é o tratamento?
Se você apresentar uma ameaça de aborto, há uma chance de sua gravidez continuar. Haverá uma pequena quantidade de sangramento de sua vagina que muitas vezes é indolor, mas pode ser acompanhado de cãibras. O cérvix permanece fechado e o médico recomendará que permaneça na cama por 1 ou 2 dias. O descanso pode parar o sangramento e promover a continuação da mesma normalmente. Precauções especiais como parar com exercícios, descansar seus pés o máximo possível e evitar o relações sexuais pode ser necessário por várias semanas.
Se o sangramento é causado por um cérvix incapaz, este pode ser fechado até a chegada do bebê, sendo também administrados medicamentos para relaxar o útero.
O aborto torna-se inevitável se o sangramento e as cãibras continuarem e o cérvix começar a se abrir. Um abortamento inevitável significa que o feto morreu e nada pode ser feito para impedí-lo. O útero expele inteiramente seu conteúdo. Este é chamado de aborto completo.
O abortamento é incompleto se somente uma parte do conteúdo for expelido. Uma dilatação e curetagem (D&C) ou procedimento de sucção pode ser exigido para remover o restante do feto e da placenta. Nestes procedimentos o cérvix é aberto e o tecido é cuidadosamente raspado ou succionado.
Se o feto morreu mas não teve sangramento, seu médico pode pedir um D&C ou induzir o trabalho para remover o feto e a placenta.
Aborto de feto com hidranencefalia
Saturday, May 03 2008 - gestação / doenças
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, concedeu nessa sexta-feira (23 dez.2005) liminar em habeas-corpus para que os médicos procedam a interrupção da gravidez de Michelly Chistina de Freitas, 23 anos, cujo feto de 26 semanas sofre de hidranencefalia...
Aborto: 50% estão relacionados com malformação cromossômica
Saturday, May 03 2008 - gestação / doenças
O aborto espontâneo acomete cerca de 10% das gravidezes diagnosticadas, afirma o prof. Abner Augusto Lobão, ginecologista obstetra e chefe do Pronto-Socorro de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo o professor, os abortos podem ocorrer mesmo antes...
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